A organização da Juventude
Rural
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| Encontro da Juventude |
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A FETRAECE já desenvolve um trabalho com a juventude rural
desde 1990. Inicialmente, sua principal preocupação
foi no sentido de criar espaços de incentivo à participação
da juventude nos processos internos de organização
sindical.
Com o passar do tempo, o volume de demandas junto a este setor foi
crescendo paulatinamente, ao ponto de exigir uma atenção
mais permanente e uma ação mais planejada que possibilitassem
o enfrentamento dos grandes desafios que foram sendo estabelecidos
ou evidenciados no decorrer do nosso trabalho.
Toda essa dinâmica coincidiu com os diversos aperfeiçoamentos
da elaboração do Projeto Alternativo de Desenvolvimento
Rural Sustentável em nível nacional, dentre eles,
o que definia a Juventude Rural como um dos públicos prioritários
a ser atingido através de políticas específicas.
A partir de 1996, a organização da juventude no Movimento
Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais já é
uma realidade. Foi o período de criação do
Coletivo Estadual de Jovens Trabalhadores Rurais da FETRAECE, o
qual se estruturou com maior precisão no 3º Congresso
Estadual da Entidade, realizado em 1998 e se consolidou enquanto
espaço interno de organização no seu 4º
Congresso Estadual.
Atualmente o Coletivo Estadual de Jovens é composto por 09
(nove) membros efetivos e 09 (nove) suplentes, representantes das
09 (nove) Regionais da FETRAECE. Conta com o trabalho, por tempo
integral, de um coordenador estadual, cuja tarefa é articular
e animar o trabalho de organização da juventude em
todo o Estado. Além do Coletivo Estadual, existem 109 (cento
e nove) Coletivos Municipais espalhados nas 09 Regionais da FETRAECE.
A sua meta é que em cada município do Estado seja
criado um Coletivo, somando um total de 184 (cento e oitenta e quatro)
Sindicatos de Trabalhadores Rurais.
O Coletivo Estadual participa atualmente do processo de organização
da juventude em nível nacional. Esteve presente no I Encontro
Nacional da Juventude realizado pela CONTAG no ano 2000 e é
integrante da Comissão Nacional de Jovens Rurais criada naquele
Encontro.
É importante salientar que a dinâmica de funcionamento
dos coletivos de jovens nos STRs e suas formas de organização,
bem como as atividades desenvolvidas e as discussões que
realizamos têm como eixo articulador a participação
da juventude através da formação de grupos,
fazendo-a despertar para a participação na sociedade.
Nas propostas e discussões destacam-se, predominantemente,
a importância dos(as) jovens e a necessidade de seu reconhecimento
enquanto sujeitos.
Os jovens e as jovens que participam da vida sindical, através
de Coletivos, estão cada vez mais preocupados em ocupar espaços
no interior das instâncias de seus respectivos sindicatos.
Estão tomando consciência de que esta é uma
forma concreta de se formarem como sujeitos ativos de transformação.
Por isso, tornou-se comum a exigência pelo direito de concorrerem
e ocuparem cargos de direção em suas entidades sindicais.
Também percebem que para isto é necessário
o enfrentamento de grandes desafios internos, relacionados principalmente
à cultura sindical existente entre os dirigentes mais antigos.
Graças a tomada de consciência da juventude é
possível detectarmos uma presença mais significativa
de jovens nas instâncias de direção de alguns
STRs.
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